Por que carrego doçura na alma e asas nos pés?
Porque sinto a vida além do óbvio.
Porque enxergo sol em dias de chuva.
Porque amo até mesmo o desamor.
Porque acolho cada gesto com os braços do coração.
Porque perfumo o caminho das estrelas.
Porque componho alegria na poesia da tristeza.
Porque desejo colorir a vida com olhos de fé!

- Lígia Guerra -

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Nova obra...


E depois de tantas idas e vindas dentro do meu coração, quem diria... Finalmente reescrevi a minha história de amor. 

Página, capítulo e livro encerrado. A minha nova obra será a partir dessa grande lição. Um grande amor só será verdadeiro quando não for embasado em nenhuma ilusão.


- Lígia Guerra -





segunda-feira, 29 de junho de 2015

Rainha...

Eu não quero fazer parte da roda do tempo. Prefiro fazer parte da mandala da consciência da vida. Através dessa escolha deixo de ser escrava dos ponteiros e me torno a rainha do meu destino! 

 - Lígia Guerra -

Para os seus olhos...

"Se você olhar dentro da sua alma... 
O mundo se abrirá para os seus olhos."

Porque nós podemos ser muito mais determinados 
do que imaginamos!!!

- Lígia Guerra -


terça-feira, 23 de junho de 2015

Ponte...


Entre o teu olhar e o meu... 
 Existe uma ponte de amor! 

- Lígia Guerra -


Reflexão...

São tantas as belezas que a vida nos concede. Em determinados momentos somos cuidados. Em outros somos cuidadores. Na dança das cadeiras trocamos de lugar, de olhar, de função... Trocamos de roupagens, de ângulo e de percepção. No movimento do criar, recriamo-nos. Ser pai, ser mãe, ser amor... Tão bom o momento de abraçar. Tão doloroso o momento de deixar partir. Ainda assim, independente do barco, do destino ou da destreza dos remos que ajudamos a construir, aprendemos a mais dura lição de todas, amar implica em desapegar. 
Fica a reflexão. 

- Lígia Guerra - 
Emoticon hearLígia Guerra 


sexta-feira, 19 de junho de 2015

Coração...


Ficamos 
confusos 
quanto 
aos 
nossos 
sentimentos 
quando 
consultamos 
cérebro 
ao 
invés 
do 
coração. 


- Lígia Guerra -

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Silêncios...

Palavras vazias são uma forma tola 
de se manter em silêncio. 
Silêncios verdadeiros costumam ser transformadores. 
Eu invisto nos meus. 
Aprendi o valor das palavras não ditas. 

- Lígia Guerra -




FEMINISMO: O CAMINHO DA CORAGEM!!!


“Se é preciso libertar as mulheres de um pesado passado de preconceitos e revisar as leis, é preciso também, e sobretudo, libertar a mulher dela própria.” 

A jornalista Louise Weiss foi muito sábia ao escrever a reflexão acima. O machismo está impregnado em todos nós, na nossa educação, religião, valores e cultura. É uma erva daninha que deve ser extinta da sociedade. Tenho certeza de que cada um de nós tem alguma história sofrida na vida ligada ao machismo. Precisamos nos libertar. 

Sei que é inadmissível termos mulheres sendo assassinadas todos os dias pelos parceiros que deveriam protegê-las. Não suporto os homens que mexem com as mulheres nas ruas achando que estão fazendo grandes favores para as suas autoestimas. Pais que oprimem os sentimentos dos seus meninos, que desmerecem a inteligência das suas meninas e que assassinam a sensibilidade criativa de ambos. Também é irritante ver tantas pessoas falando mal de uma ideologia que sequer conhecem. 

Na verdade deveríamos aplaudir de pé as feministas que lutaram e lutam diariamente por todos nós. Devemos muito a cada uma delas. Ser feminista não é ser contra os homens. A questão central sequer são os homens, mas os direitos que alguns deles concederam ao seus pares, as oportunidades que eles desfrutam, a liberdade de viver. O machismo é um sistema de dominação. O feminismo é um sistema de conquista de direitos, de libertação. Não acredita? Reflita comigo sobre as questões abaixo: 

Você defenderia sua mãe ou irmã se o seu pai as espancasse? 
Você investe nos estudos da sua filha e torce para ela ter uma carreira bem sucedida? 
Você acredita que o seu filho deva ter a oportunidade de expressar os seus sentimentos tanto quanto a sua filha? Ficar triste, chorar e desabafar? 
Você concorda que as mulheres devem ter o direito de votar e de serem votadas? 
Você concorda que as mulheres devem ganhar o mesmo salário que os homens para exercer a mesma função e assumir as mesmas responsabilidades? 
Você acredita que as mulheres devem ter independência financeira? 
Você gosta de conversar com mulheres inteligentes? 
Você enxerga o casamento como uma escolha e não como um emprego? 
Você acredita que as famílias são mais saudáveis e felizes quando o pai e a mãe dividem responsabilidades e somam afetividade? 
Você acredita que homens e mulheres devem dividir as contas e as tarefas domésticas? 
Você acha um absurdo mulheres serem espancadas e assassinadas pelos seus parceiros? 

Pois é… É por essas causas que as feministas lutam! Antes de pensar mal do feminismo, pense no que seria do mundo se esse movimento não tivesse nascido. No dia em que não precisarmos nos preocupar com as questões acima, também não precisaremos de mulheres e de homens feministas. A luta só se faz presente diante dos desequilíbrios. Assim como um corpo luta contra uma doença física, o feminismo luta contra uma doença social. 

Uma feminista não aceita estigmas. Ela não a rotulará de problemática porque você optou por ser solteira. De egoísta por não ter filhos. De maluca por que largou o emprego dos ‘sonhos’ para viajar. De alienada por preferir ficar em casa enquanto os pequenos crescem ao invés de se dedicar a uma carreira. De fútil por desejar um casamento de princesa. De vagabunda por adorar sexo. De submissa por gostar de cheiro de homem, até porque homem cheiroso é bom demais! De forte ou de fraca por fazer parto normal ou cesária. A escolha é sua. A consequência também. E se alguma feminista quiser pregar um padrão… Ela é uma impostora! Feminismo não é seita. 

Ser feminista é investir em relacionamentos construtivos. É valorizar os homens de qualidade, aqueles que motivam os seus projetos e não têm medo de se relacionar com mulheres realizadas. É saber da importância do marido na vida dos filhos e lutar para que eles possam exercer o seu direito a uma amorosa paternidade. É acolher as inseguranças masculinas, suas lágrimas, dúvidas e construir intimidade sem jogos ou complicações. É contar com o pai que apoia, o amigo que defende , o professor que inspira e o homem que ama. 

Ser feminista é não ter medo de sonhar, ousar e realizar. É saber o próprio valor, independente do reconhecimento alheio. É saber-se única. É ser parceira e parteira da vida. 

O mundo não precisa de mais fronteiras, mais preconceitos, mais rótulos, mais neuroses, mais tristezas. A vida precisa é de pessoas de qualidade. Isso não depende de gênero, depende de educação. Depende de cada um de nós. 

- Lígia Guerra -  

Escritora. Poetisa e Cronista. Autora do livro “Mulheres às Av3ssas”. 
Uma mulher em constante (r)evolução. Escritora por paixão! 

www.ligiaguerra.com.br

Mulheres às Av3ssas na Rede Globo...

O machismo é um sistema de dominação. 
O feminismo é um sistema de conquista 
de direitos, de libertação. 
A responsabilidade é de todos nós. 
Reflita comigo!

- Lígia Guerra -

 


terça-feira, 16 de junho de 2015

Escrever uma vida linda...



Eu quero... Nascer todos os dias. 
Dar luz aos meus sonhos mais secretos. 
Transformar lágrimas em diamantes. 
Levantar a espada da minha determinação 
e guerrear contra as dificuldades. 
Correr atrás do sim mesmo que o mundo grite não. 
Fazer da minha virtude o meu escudo 
diante das sombras do mundo. 
Contar comigo mesma em tempos difíceis! 
Jamais esquecer quem sou 
e o que vim fazer nesse mundo. 
Escrever uma vida linda!!!
Enxergar o reflexo daquela que decidi ser. 

 - Lígia Guerra -


domingo, 14 de junho de 2015

Aprendi...


Ouvi dizer que ‘o vento não sopra para fazer as árvores dançar, mas para testar as suas raízes’. 

Eu cuido muito bem das minhas raízes… Mas não perco jamais uma boa oportunidade de brincar com o vento. Aprendi que o meu comprometimento com a vida não precisa furtar a minha alegria de existir. 

- Lígia Guerra -


Eu já...

Eu já me afoguei muitas vezes nos problemas alheios. Hoje respiro apenas as minhas verdades. Desde então um poder incomum revolucionou a minha trajetória. Aprendi a respirar uma vida nova, eletrizante e repleta de novos significados! Nadar entre os problemas da vida mundana é inevitável. Afogar-se é opcional. 


- Lígia Guerra -


No exato momento...

No exato momento em que 
você abrir mão dos seus medos… 
É que a sua verdadeira 
história começará a ser escrita. 

- Lígia Guerra -

Escultura do “Escritor Anônimo” em Budapeste. Ela fica no parque Városliget e representa o autor do Gesta Hungarorun, o primeiro relato escrito da história do povo húngaro, cujo nome é desconhecido. É uma obra provocativa que causa grande estranheza nos turistas. A maioria não gosta de tirar uma foto com o ‘anônimo”, apenas dele. É difícil descrever a energia do monumento. Fiquei completamente fascinada!!! Encontro de escritores.

Aprender...


Tão importante quanto aprender a pensar...
É aprender a sentir.
Esvaziar. Meditar.
 Limpar as toxinas da alma.
Nutrir boas vibrações.
Compor acordes de paz.

- Lígia Guerra -


quinta-feira, 11 de junho de 2015

SOBRE O AMOR QUE PARTIU...


“Seja uma pessoa boa, mas não perca tempo provando isso.” 

Na linguagem do amor essa citação faz todo o sentido. Quem tenta provar que é merecedor de afeto, raramente consegue ser amado. Parece óbvio, mas não é! 

O nosso desejo de amar , de ser amado, de viver um romance arrebatador, muitas vezes bloqueia a visão de quem somos e, principalmente, sobre quem o outro é. 

A verdade é que os nossos afetos nunca chegam sozinhos. Eles costumam vir acompanhados dos seus agregados, quando não são os filhos de outros relacionamentos, o cachorro ou a nova planta da sala, são as carências, os sonhos e as idealizações. Por vezes todos juntos. Os filhos a gente ama, o cachorro a gente acolhe, a planta a gente rega, mas as projeções nem sempre são fáceis de administrar. No começo tudo é lindo! Ela tinha os olhos cor de mar que ele sempre gostou. Ele tinha o abraço protetor que ela nunca encontrou. 

Foram feitos um para o outro, pensava ele. 
Pertenciam-se, acreditava ela. 

Mas na dança da vida nem sempre estamos cadenciando os mesmos passos e ouvindo os mesmos ritmos. Essa descoberta revela então… Um deles não amava na mesma medida. Não era tão legal quanto parecia. E não se importava tanto quanto se imaginava. 

Assim, uma nova realidade surge. Brota no calendário um novo marco da relação, o dia do abandono. Ele não será celebrado, tampouco lembrado com carinho, mas selará uma nova etapa da vida. A casa passou a acolher apenas um deles. A outra xícara não terá mais a marca do batom dela. O travesseiro não afagará mais a barba dele. Um dos molhos da chave da casa não fará mais companhia para um deles. 

As conversas foram trocadas pelos ruídos de um coração apertado. A dor do abandono é descoberta. Uma angústia que não pode ser explicada. É composta de um vazio que amarela o riso, avermelha os olhos e acizenta a alma. Dói de um jeito que parece eterno. Dói de um jeito que não quer conversa com mais ninguém. Dói! O tempo passa e a dor está lá. Ocupando os cômodos da casa para a qual não se quer voltar. Até que um dia a dor começa a se despedir. Ficará, por um algum tempo, apenas o vazio. 

Mas apesar da dor, aprendemos a importância do vazio. Sem ele não podemos dar lugar a novos sentimentos. Não podemos acolher a nós mesmos, ao que sobrou e ao que renasceu depois da tempestade. Se formos alunos inteligentes emocionalmente, teremos aprendido com a dor, sobre a importância do amor próprio. Não ficaremos buscando um amor novo e perfeito. Compreenderemos que boas pessoas, em primeiro lugar, precisam ser ótimas para si mesmas, e que o perfume da autoconfiança é a melhor fragrância de todas. 

E caso surja um novo amor, ele poderá ser de fato novo! O ciclo não se repetirá com a ‘mesma pessoa’ em um outro rosto. Será de fato uma nova pessoa em um novo rosto. Acima de tudo escolheremos uma pessoa que saiba amar e ser amada. Uma pessoa que não roubará nossas cores, mas que compartilhará conosco os seus melhores matizes. 

- Lígia Guerra -   

Escritora. Poetisa e Cronista. Autora do livro “Mulheres às Av3ssas”. 
Uma mulher em constante (r)evolução. 
Escritora por paixão! 

www.ligiaguerra.com.br