Por que carrego doçura na alma e asas nos pés?
Porque sinto a vida além do óbvio.
Porque enxergo sol em dias de chuva.
Porque amo até mesmo o desamor.
Porque acolho cada gesto com os braços do coração.
Porque perfumo o caminho das estrelas.
Porque componho alegria na poesia da tristeza.
Porque desejo colorir a vida com olhos de fé!

- Lígia Guerra -

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Pai, começa o começo?


"Quando eu era criança e pegava uma tangerina para descascar, corria para meu pai e pedia: – “Pai, começa o começo!”. O que eu queria era que ele fizesse o primeiro rasgo na casca, aquele mais difícil e resistente para as minhas pequenas mãos. Depois, sorridente, ele sempre acabava descascando toda a fruta pra mim. Mas, outras vezes, eu mesmo tirava o restante da casca a partir daquele primeiro rasgo providencial que ele havia feito. 

Meu pai faleceu há muito tempo e não sou mais criança. Mesmo assim, sinto grande desejo de tê-lo ainda ao meu lado para, pelo menos, “começar o começo” de tantas cascas duras que encontro pelo caminho. 

Hoje, minhas “tangerinas” são outras. Preciso “descascar” as dificuldades do trabalho, os obstáculos dos relacionamentos com os amigos, os problemas no núcleo familiar, o esforço diário que é a construção do casamento, os retoques e pinceladas de sabedoria na imensa arte de viabilizar filhos realizados e felizes, ou então, o enfrentamento sempre tão difícil de doenças, perdas, traumas, separações, mortes, dificuldades financeiras e, até mesmo, as dúvidas e conflitos que nos afligem diante de tantas decisões e desafios que enfrentamos." 

Em certas ocasiões, minhas tangerinas transformam-se em enormes abacaxis. Faz parte. 

Felizmente o meu pai está vivo e pude agradecer a ele o fato de me enviar essa história, refletir comigo sobre os problemas da vida e descascar tantas tangerinas e tantos momentos delicados comigo. 

Agradecer, sobretudo, por me ensinar que sempre existe um jeitinho muito especial de começar o começo, acreditar! 

Aliás, que bom que existem as tangerinas. 

- Lígia Guerra -



terça-feira, 26 de julho de 2016

Se um dia ele...


O amor fala muito sobre nós mesmos e devemos aprender com ele. No entanto, o aprendizado mais importante é a força de nos apropriarmos, através dos nossos espelhos interiores, das qualidades que nos pertencem. Que o amor nos desperte, mas que jamais nos furte a alma. Assim, se um dia ele partir, a nossa autoestima continuará morando conosco e certamente será uma grande parceira na reconstrução dos nossos novos projetos de vida. 

- Lígia Guerra -



QUADRO: "CONFUSÕES A 2. SOLUÇÕES A 3."

O amor quando chega em nossa casa, invade todos os cômodos com perfume, música, sol e comemoração. Alguns se tornam hóspedes eternos, outros ficam por algum tempo, alguns apenas para deixar saudade. Mas quando ele se despede a dor chega ser física! Já passou por isso? Aqui vão algumas orientações sobre como tornar essa fase respirável, suportável e como retomar o próprio caminho. 

- Lígia Guerra -

 

sábado, 23 de julho de 2016

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Você merece...


Você merece olho no olho, coração pulsando e pulando de alegrias acolhidas e amadas. Não viva 'meio fôlego'. Perca a respiração por inteiro! Mergulhe no melhor beijo e se perca entre as marés de uma alma que colide com a sua essência. O resto é engano. Autoengano. 

- Lígia Guerra -



Amor dos bons...



Amor dos bons é repleto de verdades, de troca, de inteirezas e de interesse... Não se contenta com metades, migalhas ou 'quem sabe'. Ame como você sabe e deve amar. Seja amado como você sabe e merece ser amado. Não se contente com 'quem sabe' ou talvez... Você merece viver de certezas. Merece um amor dos bons! 

- Lígia Guerra - 

terça-feira, 19 de julho de 2016

Resgatando a Alma...

O amor reconstrói as pontes íntimas, refaz os laços rompidos e relê os olhares perdidos.

Essa paixão que nós psicanalistas sentimos pela alma humana, permite-nos presenciar milagres lindos todos os dias.

É uma honra fazer parte dessas narrativas de alma!

- Lígia Guerra -


terça-feira, 14 de junho de 2016

Até o dia 15 de julho estarei em férias...

Quem quiser pode me acompanhar por aqui... 

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Estarei atualizando as notícias. ;-)

Pé na estrada em busca de mais inspiração!!! 
O amor está no ar...


terça-feira, 7 de junho de 2016

Reapaixone-se...



Se a vida de um outro alguém parecer mais interessante do que a sua... Tome muito cuidado!!! Observe o que está faltando no seu dia a dia e concentre-se no desperdício da sua própria energia. 

Quando deixamos de investir no nosso destino com legitimidade, deixamos de existir com autenticidade. Isso é uma espécie de morte em vida. 

Renasça o quanto antes.Observe-se. Busque-se. Não desperdice nem por um segundo o incrível tesouro que é a sua existência. 

Reapaixone-se por si mesmo.

- Lígia Guerra -


QUADRO CONFUSÕES A 2. SOLUÇÕES A 3.

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O nascimento do primeiro filho e o impacto no casamento.

Quando imaginamos uma família normalmente nos apegamos a uma visão linda e “romântica” da situação: bebês fofinhos e brincalhões, uma casa bonita e organizada, pai e mãe orgulhosos e sorridentes. Sim, tem tudo isso, mas também tem bebê chorando de madrugada, pilhas intermináveis de roupas para lavar… a mulher descabelada sem conseguir tomar um banho com calma e naturalmente estressada. O pai, em muitas situações, sentindo-se impotente diante dessa nova realidade.

As mães cobram de si mesmas uma perfeição inexistente e os pais, por sua vez, nem sempre sabem ou se sentem preparados para esse processo. Alguns são omissos, outros são excluídos pela própria esposa que julga equivocadamente que deva dar conta de tudo e que com isso se sobrecarrega ainda mais.

Segundo o Relationship Research Institute (Instituto de Investigação sobre Relacionamentos) em Seattle, “três anos após o nascimento do bebé, aproximadamente dois terços dos casais verificam que a qualidade da sua relação diminuiu; cinco anos após o nascimento do primeiro filho, 13% dos casamentos terminam em divórcio para os que se casaram aquando do nascimento da criança. A frequência da dissolução após 5 anos aumenta para 39% para os casais que viviam juntos aquando do nascimento do primeiro filho.”

Já pensou nisso? Reflita comigo.

- Lígia Guerra -