Lígia Guerra

Lígia Guerra
Por que carrego doçura na alma e asas nos pés?
Porque sinto a vida além do óbvio.
Porque enxergo sol em dias de chuva.
Porque amo até mesmo o desamor.
Porque acolho cada gesto com os braços do coração.
Porque perfumo o caminho das estrelas.
Porque componho alegria na poesia da tristeza.
Porque desejo colorir a vida com olhos de fé!

- Lígia Guerra -

terça-feira, 16 de maio de 2017

UMA FOTO AMARELADA...



Quando 'furtei' essa foto da casa de minha mãe, queria ter o privilégio de enxergar a menina moça que existia na estrada do tempo muito antes da minha chegada. Imaginar os seus sonhos juvenis muito antes de eu ser existência em sua vida. Conhecer a sua alma antes de ser acariciada pelo calor do seu ventre e pelo toque das suas mãos. 

Acredito que todos os filhos sentem essa curiosidade: Como era a minha mãe na sua juventude? Como teria sido se fôssemos amigas na época do colégio? Mas a cronologia da vida reservou um outro tipo de amizade para nós… E é por isso que estou aqui, para agradecer a mãe amiga que me acolheu no seu ventre ainda tão menina.


Agradecer pela juventude que ela compartilhou comigo… Por trocar as suas noites de festa para me acolher entre os seus abraços de mãe em festa!

Agradecer por esculpir o meu caráter e ensinar que nenhum atalho do mundo é mais valoroso do que um caminho construído com pegadas de luz.

Agradecer por ser farol em meio às tempestades.

Agradecer pelas lágrimas acolhidas e por ensinar-me que os invernos da alma nos preparam para as primaveras das conquistas.

Agradecer por dar-me broncas mesmo com o coração retorcido de dor.

Agradecer por ser palavra abençoada nos momentos em que eu não me sentia merecedora.

Agradecer por me dizer “vá”, mesmo quando o seu coração pedia para eu ficar.

Agradecer por ensinar a ser uma mulher forte, sem perder a doçura da alma.

Agradecer por ensinar-me a ser ponte diante de tantos muros.

Obrigada mãe pelos teus olhos de fé e pelo teu afago de amor.

Obrigada por ser colo de Deus diante das agruras do mundo.

Obrigada por me ensinar que o tempo amarela o retrato, mas que é incapaz de furtar as cores do amor. 

* Lígia Guerra *


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