Lígia Guerra

Lígia Guerra
Por que carrego doçura na alma e asas nos pés?
Porque sinto a vida além do óbvio.
Porque enxergo sol em dias de chuva.
Porque amo até mesmo o desamor.
Porque acolho cada gesto com os braços do coração.
Porque perfumo o caminho das estrelas.
Porque componho alegria na poesia da tristeza.
Porque desejo colorir a vida com olhos de fé!

- Lígia Guerra -

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Diários...


Diários são cofres que guardam 
as jóias que adornam a alma. 
Acolhem docemente sentimentos inconfessáveis. 
Registram em meio a lágrimas 
de alegria e de tristeza, momentos únicos! 
Relembram sonhos vividos. 
Acariciam sonhos desfeitos. 
 Trancafiam segredos. 
Recuperam sorrisos. 
Sustentam esperanças. 
Levam para a eternidade os ecos do amor. 
São compositores de filmes inenarráveis. 
Diários protegem grandes momentos 
da ação do tempo. 
São os guardiões das emoções. 
Os verdadeiros historiadores da saga humana. 

 - Lígia Guerra -


6 comentários:

Eduardo Carvalho disse...

Então seriam os "blogs" os diários do futuro? Podemos dizer que os blogs seriam os diários que esquecemos abertos em cima da mesa?

Lígia Guerra disse...

Muito poética e linda essa tua forma de ver!

Porém, acredito que o diário carrega consigo uma imensa carga de sentimentos inconfessáveis. A beleza dele está justamente nos detalhes daquilo que não é exposto. A energia da emoção preservada e compartilhada com o mínimo de pessoas.

;-)

Eduardo Carvalho disse...

Claro, mas não acho justo uma emoção restar sentada no sofá da sala. Ela há de vir à janela, sentir a luz do dia, ver os luares. Respeitemos as individualidades ‘inconfessáveis’, mas emoções precisam ser vividas, tomar sol e até chuva vez em quando. Bom tema para uma manhã de quinta: “Até quando um sentimento pode/deve permanecer escondido? Isto não faz mal à saúde (da alma)?” - kk, mas é sério...

Lígia Guerra disse...

Adoro essa dialética! Adoro e adoro!

Eduardo Carvalho disse...

Concordo, tbm pq Jürgen HABERMAS mostrou que o único instrumento capaz de transpor o velho paradigma da consciência e assumir o novo paradigma comunicativo, é a intersubjetividade dos elementos/grupos sociais, através do diálogo. Assim formam-se novos sensos comuns, novas possibilidades, enfim, possibilitam dias melhores.
- não precisa publicar...

Lígia Guerra disse...

;-)