Lígia Guerra

Lígia Guerra
Por que carrego doçura na alma e asas nos pés?
Porque sinto a vida além do óbvio.
Porque enxergo sol em dias de chuva.
Porque amo até mesmo o desamor.
Porque acolho cada gesto com os braços do coração.
Porque perfumo o caminho das estrelas.
Porque componho alegria na poesia da tristeza.
Porque desejo colorir a vida com olhos de fé!

- Lígia Guerra -

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Eu estarei lá...

Jogo a minha rede no mar da vida e às vezes, quando a recolho, descubro que ela retorna vazia. Não há como não me entristecer e não há como desistir. Deixo a lágrima correr, vinda das ondas que me renovam, por dentro, em silêncio: dor que não verte, envenena. O coração marejado, arrumo, como posso, os meus sentimentos. Passo a limpo os meus sonhos. Ajeito, da melhor forma que sei, a força que me move. Guardo a minha rede e deixo o dia dormir.

Com toda a tristeza pelas redes que voltam vazias, sou corajosa o bastante para não me acostumar com essa ideia. Se gente não fosse feita pra ser feliz, Deus não teria caprichado tanto nos detalhes. Perseverança não é somente acreditar na própria rede. Perseverança é não deixar de crer na capacidade de renovação das águas.

Hoje, o dia pode não ter sido bom, mas amanhã será outro mar. E eu estarei lá na beira da praia de novo.


- Ana Jácomo -

2 comentários:

Barbara disse...

Nossa Lígia...que texto maravilhoso. Minha alma estava tão inquieta, meu coração tão apertado e quando li esse texto...me achei nele!!! Bjs
Barbara

Lena Presley disse...

Que citação majestosa, Lígia!!!
Sei bem o que é vivenciar essa sensação!

‎"Durante um dos invernos
mais rígidos que enfrentei...
despertou dentro de mim
um verão invencível!"
Lígia Guerra

Tomei a liberdade de postá-la em meu blog Devaneios da Alma (via Facebook).

Claro, que com a devida autoria.

Parabéns, querida, beijos