Ando com profunda preguiça de gente que só se queixa da vida. Sempre acreditei que ser feliz era uma espécie de obrigação. Não, não é fácil (quem diz que sim está mentindo descaradamente). É tarefa que dá trabalho, mas compensa. Ser infeliz é tão, mas tão chato. E deixa a pessoa com a pele sem vida, o olhar sem brilho, o sorriso amarelado que nem foto antiga. Intriga dá ruga. Fofoca dá pé de galinha. Infelicidade deixa o coração capenga. Tem gente que não compreende um momento. E essa falta de compreensão vira inveja. E inveja não é coisa boa pra levar no peito. Hoje sei que ser eu é tão bom. E tão louco. Mas eu me entendo comigo - e assim sigo. Envergonho-me de poucas coisas. Orgulho-me de muitas, principalmente de me aceitar como sou e ainda assim ser feliz. Sem medo nem vergonha. Hoje o que vejo são pessoas desesperadas por uma gota de amor, atenção, carinho. Por isso, endurecem. Criam escudos, vivem uma vida falsa com sorrisos falsos. Mas quando você deita a cabeça no travesseiro sabe que está só que falta alguma coisa, que sobra sentimento escuro e falta aquele sentimento claro, nobre, bom, que preenche os vazios e enche a casa - e o estômago - de borboletas coloridas. A gente demora, mas aprende: existem os que só sugam e os que só procuram quando precisam. É preciso ter mais leveza para viver. E mais força para aceitar o que os dias nos trazem. Cada um sabe o que sente e como sente. Tem muito sentimento bom dando sopa por aí. Agarre um pela mão e seja feliz, ao invés de ficar se lamentando e falando mal dos outros.
- Clarissa Corrêa -

3 comentários:
Lígia Paz,
Posso confessar? Já fui assim, triste por vocação. Inda bem que nunca um chato, sempre preservei - nem sei como! - o humour, fina ironia de que me nutria pra sobreviver às intempéries da vida. Manja tempestades em copos d'água?
Hoje vejo que almejo ser mais leve, e até feliz às vezes vinte e quatro horas por sete dias da semana, cinquenta e duas vezes ao ano.
Ò, sempre uma energia boa sorver, com sabor de sorvete de framboesa, teus escritos e escritores.
Bom-gosto aqui veio pra morar, e mora na filosofia: pra que rimar amor e dor?
Namoro cada pôsti seu com uma pitada de ciúme, mas nada que não seja uma sincera amizade, um querer bem a quem se admira à primeira vista, à primeira oitiva, à primeira e verdadeira impressão: que tenho certeza plena, ficará entre nós, amiguinha meiga minha do Sul.
Abraço sem medo nem vergonha,
Pedro Ramúcio Pedro.
Boa noite! Ligia.
Q o poquinho do meu sentimento, que vc já percebeu, pela tua profissão, aceite como o mais simples presente a ti oferecido.
Penso ser o mais nobre dos sentimentos do ser humano, para agradecer seu semelhante.
Boa semana!
Francisco.
Olá Lígia, a felicidade é o sentimento mais fácil que eu tenho.Sinto a felicidade nos olhos de meus filhos, nas flores que planto em meu jardim e na minha querida terra Alemanha. Eu nao sentia esta felicidade morando aí! Beijos e um ótimo dia.
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