LÍGIA GUERRA

Por que carrego doçura na alma e asas nos pés?
Porque sinto a vida além do óbvio.
Porque enxergo sol em dias de chuva.
Porque amo até mesmo o desamor.
Porque acolho cada gesto com os braços do coração.
Porque perfumo o caminho das estrelas.
Porque componho alegria na poesia da tristeza.
Porque desejo colorir a vida com olhos de fé!

* Lígia Guerra*

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Ser feliz dá trabalho...

Ando com profunda preguiça de gente que só se queixa da vida. Sempre acreditei que ser feliz era uma espécie de obrigação. Não, não é fácil (quem diz que sim está mentindo descaradamente). É tarefa que dá trabalho, mas compensa. Ser infeliz é tão, mas tão chato. E deixa a pessoa com a pele sem vida, o olhar sem brilho, o sorriso amarelado que nem foto antiga. Intriga dá ruga. Fofoca dá pé de galinha. Infelicidade deixa o coração capenga. Tem gente que não compreende um momento. E essa falta de compreensão vira inveja. E inveja não é coisa boa pra levar no peito. Hoje sei que ser eu é tão bom. E tão louco. Mas eu me entendo comigo - e assim sigo. Envergonho-me de poucas coisas. Orgulho-me de muitas, principalmente de me aceitar como sou e ainda assim ser feliz. Sem medo nem vergonha. Hoje o que vejo são pessoas desesperadas por uma gota de amor, atenção, carinho. Por isso, endurecem. Criam escudos, vivem uma vida falsa com sorrisos falsos. Mas quando você deita a cabeça no travesseiro sabe que está só que falta alguma coisa, que sobra sentimento escuro e falta aquele sentimento claro, nobre, bom, que preenche os vazios e enche a casa - e o estômago - de borboletas coloridas. A gente demora, mas aprende: existem os que só sugam e os que só procuram quando precisam. É preciso ter mais leveza para viver. E mais força para aceitar o que os dias nos trazem. Cada um sabe o que sente e como sente. Tem muito sentimento bom dando sopa por aí. Agarre um pela mão e seja feliz, ao invés de ficar se lamentando e falando mal dos outros.

- Clarissa Corrêa -

3 comentários:

CANTO GERAL DO BRASIL (e outros cantos) disse...

Lígia Paz,
Posso confessar? Já fui assim, triste por vocação. Inda bem que nunca um chato, sempre preservei - nem sei como! - o humour, fina ironia de que me nutria pra sobreviver às intempéries da vida. Manja tempestades em copos d'água?
Hoje vejo que almejo ser mais leve, e até feliz às vezes vinte e quatro horas por sete dias da semana, cinquenta e duas vezes ao ano.
Ò, sempre uma energia boa sorver, com sabor de sorvete de framboesa, teus escritos e escritores.
Bom-gosto aqui veio pra morar, e mora na filosofia: pra que rimar amor e dor?
Namoro cada pôsti seu com uma pitada de ciúme, mas nada que não seja uma sincera amizade, um querer bem a quem se admira à primeira vista, à primeira oitiva, à primeira e verdadeira impressão: que tenho certeza plena, ficará entre nós, amiguinha meiga minha do Sul.

Abraço sem medo nem vergonha,
Pedro Ramúcio Pedro.

Anônimo disse...

Boa noite! Ligia.

Q o poquinho do meu sentimento, que vc já percebeu, pela tua profissão, aceite como o mais simples presente a ti oferecido.
Penso ser o mais nobre dos sentimentos do ser humano, para agradecer seu semelhante.
Boa semana!
Francisco.

Angela disse...

Olá Lígia, a felicidade é o sentimento mais fácil que eu tenho.Sinto a felicidade nos olhos de meus filhos, nas flores que planto em meu jardim e na minha querida terra Alemanha. Eu nao sentia esta felicidade morando aí! Beijos e um ótimo dia.