Pois é... As férias foram ótimas, mas já estava na hora de voltar. Aliás, em minha opinião o retorno é tão gostoso quanto a partida. Voltar para casa, para a vida cotidiana, a família e os amigos. O mais bacana, no entanto, é a bagagem nova! Nessas férias convivi com várias crianças e aprendi muito com elas. Embora eu não seja mãe biológica sinto-me mãe emocional das crianças que habitam o mundo e preocupo-me especialmente pelo futuro que está reservado para esses “toquinhos de gente”. Nas férias a minha doce e fofa afilhada Sophia andou a tiracolo comigo e também conheci muitas outras crianças na praia e brincava diariamente com elas. É certo confessar que muitas das brincadeiras serviam como desculpa para poder curtir todas aquelas coisas que a gente deixa de fazer quando migra para o mundo adulto, como castelos de areia, pegar jacaré, guerra de travesseiros e tantas outras traquinagens que nos arrancam fácil um sorriso daqueles! Olhar nos olhos dos baixinhos e perceber a profunda doçura e inocência que brota daquelas pequenas almas me fez olhar com mais tristeza para as enormes agressões que são cometidas contra a mãe Terra! Esse matricídio é injustificável, absurdo, cruel e estúpido, pois a maioria das pessoas costuma gerar filhos e a única preocupação com a herança parece ser a bancária. Vendo tantas catástrofes diárias no mundo relacionadas ao meio ambiente e observando o péssimo comportamento de muitos pais que abandonam o seu lixo na praia, o descaso de inúmeros governantes e a falta de educação ambiental por parte da maioria das pessoas a minha preocupação com o futuro só aumenta. Aqui mesmo, no meu edifício, eu sou uma das poucas pessoas que recicla o lixo, o óleo de cozinha e se preocupa com questões ecológicas no condomínio. Eu não faço nada de especial, apenas cumpro com a minha obrigação, mas fica a questão: Ter filhos é uma opção justa com as crianças que nascerão no meio desse caos? Lamento pelos pais zelosos, pelos cidadãos conscientes e pelos pequenos que terão que arcar futuramente com a insanidade da maioria dos adultos de hoje. Lamento por todas as Sophias, Pedros, Marias e Leonardos que nascerão com a árdua missão de reestruturar o que sobrar do planeta. Fica a reflexão sobre o que cada um de nós deve fazer para colaborar com a saúde da Terra e o que de fato estamos fazendo hoje, agora!
- Lígia Guerra -
Um comentário:
Ligia,
existem sim possibilidades, principalmente quando pessoas como você manifestam seu alerta para os cuidados com nossa mãe terra. As pequenas crianças hoje tem esta preocupação mais clara e são defensores da natureza ensinando nós pais acerca da necessária resposta positiva quando a sustentabilidade. Infelizmente ainda há sombras e muito se perde em recuperar os recursos naturais em fuñção de uma característica do ser humano a ser lapidada, o egoísmo.
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