LÍGIA GUERRA

Por que carrego doçura na alma e asas nos pés?
Porque sinto a vida além do óbvio.
Porque enxergo sol em dias de chuva.
Porque amo até mesmo o desamor.
Porque acolho cada gesto com os braços do coração.
Porque perfumo o caminho das estrelas.
Porque componho alegria na poesia da tristeza.
Porque desejo colorir a vida com olhos de fé!

* Lígia Guerra*

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Lição de casa em plenas férias...

Pois é... As férias foram ótimas, mas já estava na hora de voltar. Aliás, em minha opinião o retorno é tão gostoso quanto a partida. Voltar para casa, para a vida cotidiana, a família e os amigos. O mais bacana, no entanto, é a bagagem nova! Nessas férias convivi com várias crianças e aprendi muito com elas. Embora eu não seja mãe biológica sinto-me mãe emocional das crianças que habitam o mundo e preocupo-me especialmente pelo futuro que está reservado para esses “toquinhos de gente”. Nas férias a minha doce e fofa afilhada Sophia andou a tiracolo comigo e também conheci muitas outras crianças na praia e brincava diariamente com elas. É certo confessar que muitas das brincadeiras serviam como desculpa para poder curtir todas aquelas coisas que a gente deixa de fazer quando migra para o mundo adulto, como castelos de areia, pegar jacaré, guerra de travesseiros e tantas outras traquinagens que nos arrancam fácil um sorriso daqueles! Olhar nos olhos dos baixinhos e perceber a profunda doçura e inocência que brota daquelas pequenas almas me fez olhar com mais tristeza para as enormes agressões que são cometidas contra a mãe Terra! Esse matricídio é injustificável, absurdo, cruel e estúpido, pois a maioria das pessoas costuma gerar filhos e a única preocupação com a herança parece ser a bancária. Vendo tantas catástrofes diárias no mundo relacionadas ao meio ambiente e observando o péssimo comportamento de muitos pais que abandonam o seu lixo na praia, o descaso de inúmeros governantes e a falta de educação ambiental por parte da maioria das pessoas a minha preocupação com o futuro só aumenta. Aqui mesmo, no meu edifício, eu sou uma das poucas pessoas que recicla o lixo, o óleo de cozinha e se preocupa com questões ecológicas no condomínio. Eu não faço nada de especial, apenas cumpro com a minha obrigação, mas fica a questão: Ter filhos é uma opção justa com as crianças que nascerão no meio desse caos? Lamento pelos pais zelosos, pelos cidadãos conscientes e pelos pequenos que terão que arcar futuramente com a insanidade da maioria dos adultos de hoje. Lamento por todas as Sophias, Pedros, Marias e Leonardos que nascerão com a árdua missão de reestruturar o que sobrar do planeta. Fica a reflexão sobre o que cada um de nós deve fazer para colaborar com a saúde da Terra e o que de fato estamos fazendo hoje, agora!

- Lígia Guerra -

Um comentário:

Cris França Psicologia e Educação no Trabalho disse...

Ligia,
existem sim possibilidades, principalmente quando pessoas como você manifestam seu alerta para os cuidados com nossa mãe terra. As pequenas crianças hoje tem esta preocupação mais clara e são defensores da natureza ensinando nós pais acerca da necessária resposta positiva quando a sustentabilidade. Infelizmente ainda há sombras e muito se perde em recuperar os recursos naturais em fuñção de uma característica do ser humano a ser lapidada, o egoísmo.