Lígia Guerra

Lígia Guerra
Por que carrego doçura na alma e asas nos pés?
Porque sinto a vida além do óbvio.
Porque enxergo sol em dias de chuva.
Porque amo até mesmo o desamor.
Porque acolho cada gesto com os braços do coração.
Porque perfumo o caminho das estrelas.
Porque componho alegria na poesia da tristeza.
Porque desejo colorir a vida com olhos de fé!

- Lígia Guerra -

terça-feira, 29 de março de 2016

EU VIVO UM CASO DE AMOR COM CURITIBA...


Quando cheguei nessa cidade foi amor a primeira vista!!! Olhei para ela… O coração disparou, o tempo parou por uma fração de minutos e eu sabia que estava entregue. De alguma forma intuí que escreveria uma bela história nesse lugar. Comigo, além da minha família, chegavam muitos sonhos na bagagem. 

Adotei Curitiba. Fui adotada por ela. 
Transformamo-nos em grandes parceiras. 

Sempre que viajo para outros lugares as pessoas comentam comigo: ‘Nossa, você não parece curitibana, é sorridente e comunicativa.’ 

No começo eu justificava, ‘sou assim porque não nasci em Curitiba, mas é maravilhoso morar lá’. Hoje, sempre que fazem esse tipo de comentário eu retruco com outro comentário: ‘Se você pensa assim é porque não conheceu verdadeiramente a cidade’. 

Sim, os curitibanos demoram mais para abrir um sorriso e a porta da casa, mas quando o fazem é para sempre. São trabalhadores, honestos, carregam o lixo o tempo que for preciso até encontrar o lugar certo para depositá-lo. O ‘R’ é carregado de sotaque e o comportamento é carregado de educação. 

Aqui é comum a fragrância do café se misturar com o cheiro dos livros nas diversas livrarias que bailam pela cidade. Aqui garota é guria. Garoto é Piá. O cachorro quente tem Vina e não salsicha, algo que aprendi em meio a muitas risadas com o meu marido. Um curitibano que ‘roubei’ para mim.  
Em Curitiba as estações fazem questão de ocupar o seu espaço, demarcam seu território com sua beleza incomum. O inverno é charmoso e nos convida a receber os amigos em casa, acender a lareira e tomar um vinho ou um chocolate quente. A primavera não economiza perfume, cores, encantos… Explode em beleza pelos parques maravilhosos da cidade. O verão é comemorado… O sol não promete banhos de calor todos os dias, mas quando esquenta todos sabem que é o chamamento para ir para as ruas, para o parque, para a piscina… Nesses momentos as risadas se misturam sem timidez alguma. 

E o outono? … Ahhh, assim como Curitiba eu também nasci no outono. Adoro! Sou amante dessa estação. Confesso que não conheci nenhum outro lugar no Brasil que o representasse de forma mais inesquecível. Parece uma pintura na tela da vida. As folhas formam um lindo tapete colorido por toda cidade. Misturam seus matizes com o alvorecer e com o entardecer, como se o céu se fundisse com a terra em uma ebulição de cores. Nessa época a vida transmuta. As folhas acariciam os pés dos habitantes e provocam um ruído diferente, feito música da terra que compõe sons únicos. 

Essa Curitiba que pode nos apresentar todas essas estações em um mesmo dia, também nos oferece muitas possibilidade de crescimento, empreendimento, arte, cultura e lazer. Até no seu silêncio… Existe uma certa devoção, uma comunhão com Deus e com a vida. Que esses 323 anos de vida sejam apenas o começo de muitas outras histórias de amor. Curitiba, que bom que você existe! Amo fazer parte de tudo isso. 

 - Lígia Guerra -



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