Lígia Guerra

Lígia Guerra
Por que carrego doçura na alma e asas nos pés?
Porque sinto a vida além do óbvio.
Porque enxergo sol em dias de chuva.
Porque amo até mesmo o desamor.
Porque acolho cada gesto com os braços do coração.
Porque perfumo o caminho das estrelas.
Porque componho alegria na poesia da tristeza.
Porque desejo colorir a vida com olhos de fé!

- Lígia Guerra -

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Plurais...


Engana-se aquele que acredita que uma relação termina quando tudo já foi dito e todas as possibilidades esgotadas. Uma grande parte dos amores se perde pelo caminho por pura falta de fé. Feito uma mala de viagem que se extravia e o dono incrédulo diante da recuperação dos seus pertences, não luta por ela. Lá estavam as lembranças da viagem a dois. Os chips que gravaram as fotos da felicidade incontida. Os pertences comprados que fariam parte da decoração do lar. Ninguém procurou a mala simplesmente porque tiveram medo de ter que lidar novamente com a confirmação da suposta perda. Mas a mala estava lá, sem endereço, sem destino, mas esperando pelos seus donos. Que pena… 

Amar implica em abrir malas, sentimentos, fraquezas, medos, angústias, não apenas sorrisos e promessas de eternidade. Até porque para chegar ao eterno precisamos dos pequenos passo do hoje. 

As únicas coisas que devem ser abandonadas são as auto imagens maquiadas, as expectativas infantis acerca de amores perfeitos e as frases de efeito que só funcionam em livros de romances tolos. 

Amar é ser cobertor quando o outro desnuda as suas fragilidades diante de nós. É sentir o quanto as angústias dele, também falam sobre os receios dela. O quanto a torcida dela encoraja as conquistas dele . 

Amar, acima de tudo, é saber que devemos ser singulares em alguns momentos e plurais em outros: "Nós vamos passar por isso!" 

- Lígia Guerra -



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