Lígia Guerra

Lígia Guerra
Por que carrego doçura na alma e asas nos pés?
Porque sinto a vida além do óbvio.
Porque enxergo sol em dias de chuva.
Porque amo até mesmo o desamor.
Porque acolho cada gesto com os braços do coração.
Porque perfumo o caminho das estrelas.
Porque componho alegria na poesia da tristeza.
Porque desejo colorir a vida com olhos de fé!

- Lígia Guerra -

sábado, 26 de outubro de 2013

Fazendo-se de Indiferente...


Quantas vezes fingi que não me importava... Que não ligava para ausência de algumas pessoas em minha vida... Embora quase asfixiasse sem compartilhar o mesmo ar com elas. Inúmeras vezes fingi ser forte enquanto quebrava por dentro. Não foram poucas, também, as vezes em que reprimi um beijo, um abraço e a enorme vontade de dizer: Fique, não vá, não me deixe. Quantas vezes baixei o olhar para que eles, os meus olhos, não me traíssem e de fato dissessem o que os meus lábios secretamente trancafiavam.
Já me retorci de vontade de tocar as mãos de alguém. Já afirmei que nada sentia enquanto o meu coração gritava: Eu te amo, você é tudo para mim! Assim segue a vida de todos nós. Deixamos pessoas que amamos partirem. Damos importância a bobagens. E dessa forma, sem nada dizer, escondendo-nos dos outros acabamos por nos perder de nós mesmos. 

Por isso lhe digo: Não traia os seus sentimentos, as suas verdades ou o seu amor. Eles podem até não dar certo, mas ainda assim serão seus, pois você os assumiu, vivenciou. Certo ou errado? Paixão vivida ou abandono assumido? Tristeza diante da decepção ou alegria na conquista? Como saber sem arriscar, sem assumir? Você atropelou a vida? Muito melhor do que ser atropelado por ela. 

Tudo menos a indiferença diante daquilo que você mais anseia por viver, seja um amor, um sonho, a ousadia de uma nova ideia. Tudo menos olhar para um espelho e enxergar um fantasma. Não finja. Viva.

- Lígia Guerra -


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