Lígia Guerra

Lígia Guerra
Por que carrego doçura na alma e asas nos pés?
Porque sinto a vida além do óbvio.
Porque enxergo sol em dias de chuva.
Porque amo até mesmo o desamor.
Porque acolho cada gesto com os braços do coração.
Porque perfumo o caminho das estrelas.
Porque componho alegria na poesia da tristeza.
Porque desejo colorir a vida com olhos de fé!

- Lígia Guerra -

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Ímpar, o padrão que não há..


Amores, hoje resolvi compartilhar com vocês o texto do Humberto Gessinger, sobre as diferenças que habitam em cada um de nós, para trazer mais reflexão e poesia para palavras de tamanha beleza e sabedoria, segue um vídeo também. Tenham um dia maravilhoso! Enjoy!



A gente faz as contas, projeta uma vida na outra, tenta se enxergar como se fosse outra pessoa. A gente busca espelhos porque viver é solitário. Busca simetrias porque a vida é torta. A simetria acalma. Talvez acalme porque nós mesmos somos simétricos. Uma linha imaginária, dos pés à cabeça, nos divide em duas partes iguais. 

Buscamos o que já somos? Esquecemos que essa simetria nunca é perfeita. Para o bom observador, sempre haverá uma perna mais curta, um olho mais caído, uma narina mais aberta… Certo é que nossa mente busca simetria nas pinturas, nas catedrais e nas notas musicais. Entre passado e futuro, entre os óculos do John e o olhar de Paul, entre Beatles e Stones, nas cores da barba e do cabelo, assim no céu como na terra, assim na serra como no litoral. Entre mãe e pai, pai e filho, num par de filhos, a gente idealiza simetrias que não existem. 

Buscamos fatos que se repitam, uma ordem, um sentido, um padrão, um padrão, um padrão… um padrão que não há. O mundo é ímpar, não dá para dividi-lo em duas metades iguais. 

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