Lígia Guerra

Lígia Guerra
Por que carrego doçura na alma e asas nos pés?
Porque sinto a vida além do óbvio.
Porque enxergo sol em dias de chuva.
Porque amo até mesmo o desamor.
Porque acolho cada gesto com os braços do coração.
Porque perfumo o caminho das estrelas.
Porque componho alegria na poesia da tristeza.
Porque desejo colorir a vida com olhos de fé!

- Lígia Guerra -

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Silencie...

Existem dias em que a gente não sabe qual rumo da estrada deve tomar. São tantas as placas indicando o caminho... Tantas setas sinalizando possibilidades... O coração, esse querido, está ali, batendo quase que em absoluto silêncio. Ele emudece para ouvir o que a alma tem a dizer, para sentir por onde ela deseja transitar.

Mas a alma está cansada, ela quer tomar fôlego, quer colo, quer um sinal. Sim, apenas nesse dia, apenas nesse instante, ela adoraria ser conduzida. Porém, apesar da fadiga, mesmo exausta, a alma sabe que ela é quem deve decidir porque decisões não podem ser transferidas, podem apenas ser postergadas e isso pode implicar na perda da oportunidade. Não escolher já é uma escolha que costuma ter como conseqüência os piores efeitos.

Almas cansadas devem ficar reclusas por algum tempo, tomar fôlego e darem colo a si mesmas, respeitarem a necessidade do silêncio, do não ser, do que não querer, do calar. O silêncio pode ‘falar’ mais do que o ruído. Quando ensurdecemos frente ao mundo, durante algum tempo, passamos a ouvir os cânticos interiores. Descobrimo-nos sábios. Silencie.

- Lígia Guerra -


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