Lígia Guerra

Lígia Guerra
Por que carrego doçura na alma e asas nos pés?
Porque sinto a vida além do óbvio.
Porque enxergo sol em dias de chuva.
Porque amo até mesmo o desamor.
Porque acolho cada gesto com os braços do coração.
Porque perfumo o caminho das estrelas.
Porque componho alegria na poesia da tristeza.
Porque desejo colorir a vida com olhos de fé!

- Lígia Guerra -

sábado, 24 de setembro de 2011

Soberba Literária...


A poetisa Cora Coralina afirmava que ‘se a gente cresce com os golpes duros da vida, também podemos crescer com os toques suaves na alma.’ Adélia Prado entoa ‘minha tristeza não tem pedigree, já a minha vontade de alegria, sua raiz vai ao meu mil avô’... Enquanto Rubem Alves defende que não devemos perder tempo com mediocridades, é preciso viver... ‘A comunhão é quando a beleza do outro e a beleza da gente se juntam num contraponto... ’ Talvez, todos eles tenham colocado suas emoções no papel enquanto se embriagavam de Debussy dedilhando Clair de Lune... São muitas as minhas divagações, porém a minha certeza é única, não precisamos ser amargos e nem arrogantes frente às tristezas que todos enfrentamos na vida. Divago sobre o tema porque cansei de ler almas pobres usando as palavras com amargor e arrogância para criar a ilusão de que escrevem bem e que as suas almas são profundas. Essa modinha literária já não convence mais.

Assim como a efervescência da felicidade forçada é enjoativa, a crise existencial já esgotou a paciência de todos nós. Ainda bem que estamos nessa nova era de gente que sofre, chora e se entristece, mas não faz disso uma bandeira. Ainda bem que hoje podemos ler todas essas pessoas que falam das suas tristezas e felicidades como aprendizes da vida e as transformam em música para alma. É disso que o mundo precisa, de pessoas que pagam o preço para crescer com sabedoria. Ser infeliz é a coisa mais fácil do mundo, não dá trabalho, é lugar comum, qualquer pessoa que se leve a sério demais, que tenha o seu ego inflado demais faz isso, como dizia Mário Quintana ‘enforcar-se é levar muito a sério o nó na garganta’. Ser feliz de verdade, com autenticidade e com gentileza de alma é para poucos, ainda bem que existem escritores de qualidade que nos acenam caminhos de humildade.

- Lígia Guerra -

7 comentários:

Francisco Elui disse...

Bom dia! -)

Menina sapeca!

Sabia que a vida as vezes nos faz de PETECA.
E para quem gosta de voar, já é um bom começo.
Bom fim de semana! Muito animo guria! Encontre muito sol, esqueça esta madrugada fria.

Ass. Garoto Av3sso.

Celia na Italia disse...

Que efervescencia de sentimentos!
Fantastico!

Quem Casa quer Casa disse...

Lindo Ligia!!! Aprender é viver!!!
BJS
ÓTIMO SÁBADO

Ivana disse...

Amei seu texto, me vi dos dois lados: quando fiz do meu sofrimento uma bandeira, sem aprendizados e quando aprendi através da dor ser leve, alegre, forte e gentil como todos, essa é minha maior conquista, a bandeira que levanto com orgulho. Um grande abraço, um ótimo final de semana. Bjs

FelisJunior disse...

Olá! Iniciante, e visitando outros Blogs, para conhecer. Seu Blog, é muito bem organizado e bonito. Esta postagem, tem muito a ver com o q eu penso da vida! A vertente " dual" da vida! Parabéns!Abraços!


felisjunior.blogspot.com/

BOLO DOCE BOLO disse...

Olá, parabéns pelo lindo blog, já estou seguindo e aproveito para convidá-la à participar do meu blog tb. Me add no facebook, estou como Bolo Doce Bolo Buffet.Bjs e sucesso!!!

placco araujo disse...

Como erudito que não sou, tomo contato através de ti, de coisas tão brilhantes como esta citação do Mário Quintana!!!

Como você me ensina, como a Professora do primeiro ano, que me ensinou a escrever através do "Caminho Suave"..

Um beijo, menina querida.