Lígia Guerra

Lígia Guerra
Por que carrego doçura na alma e asas nos pés?
Porque sinto a vida além do óbvio.
Porque enxergo sol em dias de chuva.
Porque amo até mesmo o desamor.
Porque acolho cada gesto com os braços do coração.
Porque perfumo o caminho das estrelas.
Porque componho alegria na poesia da tristeza.
Porque desejo colorir a vida com olhos de fé!

- Lígia Guerra -

terça-feira, 5 de abril de 2011

Profundidades...


A poesia está guardada nas palavras - é tudo que eu sei. Meu fado é o de não saber quase tudo. Sobre o nada eu tenho profundidades. Não tenho conexões com a realidade. Poderoso para mim não é aquele que descobre ouro. Para mim poderoso é aquele que descobre as insignificâncias (do mundo e as nossas). Por essa pequena sentença me elogiaram de imbecil. Fiquei emocionado e chorei. Sou fraco para elogios.

 
- Manoel de Barros -

3 comentários:

CANTO GERAL DO BRASIL (e outros cantos) disse...

Lígia,
Não à toa os poetas são de barro, de Barros. Ainda bem que aqui navego-lhes as palavras, em palavras, literalmente, litoralmente, e cresço suas profundidades, eu que não sei quase nada de nada...
Aliás, de uma coisa eu sei: adoro naufragar-me nas fráguas e águas daqui...

Abraço de mim de Minas,
Pedro Ramúcio.

Fernando Azevedo disse...

Concordo. o poder está na metafísica; o poder está em ser av3sso.

Francisco disse...

Ligia leitura que você faz para abrir uma porta para um mundo de sentimentos.

Saudações