Por que carrego doçura na alma e asas nos pés? Porque sinto a vida além do óbvio. Porque enxergo sol em dias de chuva. Porque amo até mesmo o desamor. Porque acolho cada gesto com os braços do coração. Porque perfumo o caminho das estrelas. Porque componho alegria na poesia da tristeza. Porque desejo colorir a vida com olhos de fé!
Lígia, Roubei um tempinho pra estar-me aqui, moça sensível, simpática, sorridente, sapeca e sensual de Curitiba... Ganhei a semana, o século... Um convite: quer escrever o prefácio prum livro meu? Chamar-se-à "A Gregas e Romanas (de Platão a Don Juan"... Há tempos procurava alguém meio maluco que escreve, fala e comunica bem, com a alma e o corpo, olhos e boca, que gostasse de Oscar Wilde, para essa empreitada... Uma página:
CADA VÃO MOMENTO
Tu que já choraste por mim Não chora, Daniela. Se te consola este verso: Nunca chorei por ti, Só me fizeste sorrir.
(Pedro Ramúcio)
*
Outra amostra:
DUAS COELHAS DA CARTOLA
Namoro com a Betânia Mas estou apaixonado mesmo É com as mac pernas da irmã mais velha da Betânia. Eu nunca disse isso a elas Por um simples motivo: pernas Não ouvem, Simplesmente as pernas compridas da irmã mais velha da Betânia Assaltam-me e roubam-me Toda inspiração que só por ela eu devia sentir.
(Pedro Ramúcio)
*
Só mais uma página:
PERFUME E POESIA
Teu nome eu guardara para sempre, Rubinara. Lapidei uns versos com teu melhor substantivo: rubi. Escrevi uma carta cravada de canções e te remeti O perfume de mais vinhos que o Rubayat destilara.
(Pedro Ramúcio)
*
Pra encerrar:
PARA SER MINHA MUSA
Para ser minha musa tem que se chamar Mônica, tem Que atender o telefone com falsos ciúmes de amante, Já pelo engano da primeira vez. E sempre que tocar, De novo, o telefone, sem olhar meu nome no serviço de bina, Tem que me adivinhar do outro lado da linha E imaginar, com todas as letras, as páginas que eu lhe preparo Do livro que nunca publicarei a outros ouvidos.
Para ser minha musa tem que se chamar Mônica, tem Que ser tímida quando finge, e fingida Quando me der, com gosto de comida, um beijo de língua.
Para ser minha musa tem que se chamar Mônica, tem Que desejar cada sílaba, átona ou tônica, dos meus beijos Dados em cada dobra do seu corpo grávido de desejo. Tem que se desdobrar em vários versos imaginários, Versos que só poderão ser lidos, se esquecidos E que estarão escritos porque os imagino, não porque os escrevo.
Para ser minha musa tem que se chamar Mônica, tem Que merecer, sem nenhum mérito, todos os meus sonetos, E cada rima a mais enriquecerá a sigma do meu débito. Então, serei o poeta sempre ressuscitado por minha musa-rainha, Pois, sem minha poesia seria amargo cada favo do seu mel, E sem os meus préstimos de bardo-escravo e servo fiel, Embora milionário o seu paraíso: o seu amor, paupérrimo.
(Pedro Ramúcio)
*
Olha, é apenas um convite especial para alguém que percebi mais que especial à primeira vista. Qualquer impossibilidade, delete-o... Ou? Meu e-mail está no blogue...
Embora eu não me chame Mônica, saiba que será uma honra fazer uma Lígia participar dessa obra tão talentosa, cheia de beleza, poesia, doçura, inteligência, sensualidade e sensibilidade... Ainda mais escrevendo o prefácio!
Um beijo Av3sso daqui do friozinho de Curitiba... Lígia
Lígia, Agradeço de imenso suas palavras tão cheias de carinho e ternuras... Uai, já que você aceitou (pensou bem?), pra minha grande honra, escrever o prefácio: qual o próximo passo? Bem, aos poucos vou-lhe mandando os textos que compõem o corpo inteiro do livro, e aos poucos, no seu rítmo, sem pressa alguma, vamos traçando o resto das questões pertinentes. São em torno de 70 poeminhas escritos em torno de musas que nem se sabiam musas, algumas, e que se fizeram musas, outras, além da "mulher que já é minha eterna namorada", esse o derradeiro verso do poema que sintetiza a busca de todos, se houve busca, embora o grande encontro se tenha dado... E seu prefácio a coroar-me de ser o autor "o que menos houve ali", assino embaixo... Sem palavras para lhe agradecer, sou desde já todo puro agradecimento, moça sensível no friozinho de Curitiba...
Lígia, queria sua permissão para publicar e divulgar seus textos, prosas, versos em meu blog. Lógico que com os devidos créditos e com o linck do seu blog. ADOREI tudo por aqui e quero espalhar essa semente de luz e amor. Aguardo resposta. Bjs :D
4 comentários:
Lígia,
Roubei um tempinho pra estar-me aqui, moça sensível, simpática, sorridente, sapeca e sensual de Curitiba...
Ganhei a semana, o século...
Um convite: quer escrever o prefácio prum livro meu? Chamar-se-à "A Gregas e Romanas (de Platão a Don Juan"...
Há tempos procurava alguém meio maluco que escreve, fala e comunica bem, com a alma e o corpo, olhos e boca, que gostasse de Oscar Wilde, para essa empreitada...
Uma página:
CADA VÃO MOMENTO
Tu que já choraste por mim
Não chora, Daniela.
Se te consola este verso:
Nunca chorei por ti,
Só me fizeste sorrir.
(Pedro Ramúcio)
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Outra amostra:
DUAS COELHAS DA CARTOLA
Namoro com a Betânia
Mas estou apaixonado mesmo
É com as mac pernas da irmã mais velha da Betânia.
Eu nunca disse isso a elas
Por um simples motivo: pernas
Não ouvem,
Simplesmente as pernas compridas da irmã mais velha da Betânia
Assaltam-me e roubam-me
Toda inspiração que só por ela eu devia sentir.
(Pedro Ramúcio)
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Só mais uma página:
PERFUME E POESIA
Teu nome eu guardara para sempre, Rubinara.
Lapidei uns versos com teu melhor substantivo: rubi.
Escrevi uma carta cravada de canções e te remeti
O perfume de mais vinhos que o Rubayat destilara.
(Pedro Ramúcio)
*
Pra encerrar:
PARA SER MINHA MUSA
Para ser minha musa tem que se chamar Mônica, tem
Que atender o telefone com falsos ciúmes de amante,
Já pelo engano da primeira vez. E sempre que tocar,
De novo, o telefone, sem olhar meu nome no serviço de bina,
Tem que me adivinhar do outro lado da linha
E imaginar, com todas as letras, as páginas que eu lhe preparo
Do livro que nunca publicarei a outros ouvidos.
Para ser minha musa tem que se chamar Mônica, tem
Que ser tímida quando finge, e fingida
Quando me der, com gosto de comida, um beijo de língua.
Para ser minha musa tem que se chamar Mônica, tem
Que desejar cada sílaba, átona ou tônica, dos meus beijos
Dados em cada dobra do seu corpo grávido de desejo.
Tem que se desdobrar em vários versos imaginários,
Versos que só poderão ser lidos, se esquecidos
E que estarão escritos porque os imagino, não porque os escrevo.
Para ser minha musa tem que se chamar Mônica, tem
Que merecer, sem nenhum mérito, todos os meus sonetos,
E cada rima a mais enriquecerá a sigma do meu débito.
Então, serei o poeta sempre ressuscitado por minha musa-rainha,
Pois, sem minha poesia seria amargo cada favo do seu mel,
E sem os meus préstimos de bardo-escravo e servo fiel,
Embora milionário o seu paraíso: o seu amor, paupérrimo.
(Pedro Ramúcio)
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Olha, é apenas um convite especial para alguém que percebi mais que especial à primeira vista. Qualquer impossibilidade, delete-o...
Ou? Meu e-mail está no blogue...
Abraço das terras altas de Minas,
Pedro Ramúcio.
Querido Pedro Ramúcio,
Embora eu não me chame Mônica, saiba que será uma honra fazer uma Lígia participar dessa obra tão talentosa, cheia de beleza, poesia, doçura, inteligência, sensualidade e sensibilidade... Ainda mais escrevendo o prefácio!
Um beijo Av3sso daqui do friozinho de Curitiba...
Lígia
Lígia,
Agradeço de imenso suas palavras tão cheias de carinho e ternuras...
Uai, já que você aceitou (pensou bem?), pra minha grande honra, escrever o prefácio: qual o próximo passo?
Bem, aos poucos vou-lhe mandando os textos que compõem o corpo inteiro do livro, e aos poucos, no seu rítmo, sem pressa alguma, vamos traçando o resto das questões pertinentes. São em torno de 70 poeminhas escritos em torno de musas que nem se sabiam musas, algumas, e que se fizeram musas, outras, além da "mulher que já é minha eterna namorada", esse o derradeiro verso do poema que sintetiza a busca de todos, se houve busca, embora o grande encontro se tenha dado...
E seu prefácio a coroar-me de ser o autor "o que menos houve ali", assino embaixo...
Sem palavras para lhe agradecer, sou desde já todo puro agradecimento, moça sensível no friozinho de Curitiba...
Abraço de mim de Minas,
Pedro Ramúcio.
Lígia, queria sua permissão para publicar e divulgar seus textos, prosas, versos em meu blog. Lógico que com os devidos créditos e com o linck do seu blog. ADOREI tudo por aqui e quero espalhar essa semente de luz e amor. Aguardo resposta. Bjs :D
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