Vem pra cá. Vem, vou te passar pro papel e sublinhar seus sujeitos. Vem pra mim. Vem me ter. Vem pra eu te escrever. Vem pro meu mundo incerto e ingressa nele sem estado prévio de partida. Vem e não volta mais. Vem e me tira a paz. Não precisa dizer nada. Só fique aqui comigo até eu me sentir menos perdida. Fique aqui e me abrace forte. Fique aqui e me prove. Consegue sentir meus gostos? Então sinta! Sinta o gosto de cada centímetro da minha pele. Eu quero perder o juízo e o controle, quero perder o ar e soar, quero muito de nós, quero mais e quero sem fim. Mas quando você for embora, por favor, não me deixe sentir dor. Eu não quero dor. Não agora. Por isso, eu te peço: me leva junto. Me leva. Me salva nas suas entrelinhas e não me tira de lá. Não me devolve. Me rouba de mim e me faz como refém para sempre da nossa louca história de amor. Quero me perder na sua rima, me envolver na sua letra, me enlaçar no seu refrão e virar sua música favorita. Me rouba o coração, a solidão, as palavras e os sentidos. Me rouba tudo. Me leva por inteiro. Eu deixo.
- TF -
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4 comentários:
Cuando te roban todo, y crees estar desamparada, es cuando te das cuenta que no te han podido robar nada. Contradicciones que hay.
Un placer leerte, aunque en portugués es difícil.
amiga tem selo para vc.lá no meu blog.beijos meus!!
Ai que delicia ler esse texto!!!
Adorei, como sempre!
ps: Preciso dessa musica que toca aki, nao acho pra baixar em lugar algum, qual o nome dela certinho? Tango in harlen? Nao achei!!! Me ajudaaaaaa
To viciada nela!!!kkk
beijos avessos!!!
Seguidores de outros lugares, seguimo-nos, seguimo-los, seguem-nos aleatoriamente, seguir-se-ão a circunstância e a curiosidade e o silêncio, cujo significado desconheceremos sempre, e a indiferença – totalitarismo do futuro –, e nem sei se deva ocupar este lugar, usurpando-o à fina ironia do espaço em branco...
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