Os únicos limites que eu tenho na vida, são os limites que coloco em mim. Acredito que seja devido a isso que eu ame tanto escrever. Nunca consegui viver nos mundos que me foram oferecidos: o dos meus pais, o mundo da guerra e o da política. Tive de criar o meu, como se cria um determinado clima, um país, uma atmosfera onde eu pudesse respirar e recriar-me a cada vez que a vida me destruísse. Um lugar em que pudesse transitar com os pensamentos mais insanos e os sentimentos mais contraditórios. Escrevo pelos mesmos motivos que Proust escrevia, para tornar as coisas eternas e para acreditar que elas realmente são. Escrevo para que a minha alma possa cantar e as minhas idéias possam germinar, até mesmo nos lugares mais inférteis. Escrevo porque vejo música nas palavras, cores nos dias sombrios e poesia no caos. Escrevo para dar um sentido ao vazio que habita o mundo.
- Lígia Guerra -
LÍGIA GUERRA
Por que carrego doçura na alma e asas nos pés?
Porque sinto a vida além do óbvio.
Porque enxergo sol em dias de chuva.
Porque amo até mesmo o desamor.
Porque acolho cada gesto com os braços do coração.
Porque perfumo o caminho das estrelas.
Porque componho alegria na poesia da tristeza.
Porque desejo colorir a vida com olhos de fé!
Porque sinto a vida além do óbvio.
Porque enxergo sol em dias de chuva.
Porque amo até mesmo o desamor.
Porque acolho cada gesto com os braços do coração.
Porque perfumo o caminho das estrelas.
Porque componho alegria na poesia da tristeza.
Porque desejo colorir a vida com olhos de fé!
* Lígia Guerra*
quinta-feira, 4 de março de 2010
Eu tenho um caso de amor com a palavras...
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