LÍGIA GUERRA

Por que carrego doçura na alma e asas nos pés?
Porque sinto a vida além do óbvio.
Porque enxergo sol em dias de chuva.
Porque amo até mesmo o desamor.
Porque acolho cada gesto com os braços do coração.
Porque perfumo o caminho das estrelas.
Porque componho alegria na poesia da tristeza.
Porque desejo colorir a vida com olhos de fé!

* Lígia Guerra*

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Sincronicidade... Um despertar!

Tantos anos estive em busca de uma compreensão profunda acerca do significado da sincronicidade, conceituada como “um princípio de conexões acasuais porém de coincidência significativa", mas só agora fiz mais do que compreender, toquei o centro da sua magnitude! Somente quando vivenciada ela torna-se efetivamente palpável, possível de insights. Entendo-a hoje não apenas como a portadora de um conhecimento científico, mas como alguém que expandiu o seu olhar sobre a vida. Antes eu a avistava no alto de uma montanha e a observava, hoje posso dizer que arrisquei-me pela primeira vez a subir a montanha e, quando lá cheguei não a encontrei, porém me encontrei. Percebi então que a sincronicidade que eu via tão distante... era apenas uma visão de mim mesma para a qual eu não dava a devida atenção. Nessa hora, lá de cima... pela primeira vez senti o quanto estamos todos interligados e que, a sincronicidade nada mais é do que a percepção disso. Estamos conectados por circunstâncias e pessoas, por mais distantes que elas possam estar. No entato, são pouquíssimos os que estão acordados realmente para a própria história e que a escrevem com as suas verdades legítimas e, somente esses, compartilham os eventos sincrônicos. São raríssimos aqueles que entendem que um ato sincrônico é o desejo chegando antes do encontro, a alma falando antes das palavras poderem ser ditas, corpos dançando antes de se encontrarem. É como se sonhássemos o ‘insonhável’ antes dele se tornar realidade. Repentinamente as cortinas se abrem e então ali está, diante dos nossos próprios olhos, aquilo a que aspiramos consciente ou inconscientemente acontecendo feito uma peça ensaiada, mas com emoções até então não reveladas. Assim o momento sincrônico toma forma e com ele também chega a sua poesia, o seu perfume e a sua beleza que nos deixam surpresos, encantados e extasiados, já ansiando pelo próximo momento em que ficaremos sem fôlego e sem explicações racionais para a ‘mágica’ suave que toca os nossos corações.


- Lígia Guerra -