LÍGIA GUERRA

Por que carrego doçura na alma e asas nos pés?
Porque sinto a vida além do óbvio.
Porque enxergo sol em dias de chuva.
Porque amo até mesmo o desamor.
Porque acolho cada gesto com os braços do coração.
Porque perfumo o caminho das estrelas.
Porque componho alegria na poesia da tristeza.
Porque desejo colorir a vida com olhos de fé!

* Lígia Guerra*

sábado, 26 de dezembro de 2009

Avatar...

Eu sou viciada em livros e cinema, porém os filmes de ficção nunca foram os meus preferidos. Ontem, no entanto, em pleno dia de Natal quebrei esse paradigma, fui assistir a Avatar. Um filme de ficção científica escrito e dirigido por James Cameron. A obra concentra-se em um conflito em Pandora e nos conduz por um mundo espetacular, além da imaginação, onde um herói atípico, Jake Sully, vindo da Terra embarca numa aventura épica, e acaba lutando para salvar o mundo extraterrestre que aprendeu a chamar de lar. Além de um novo lar Jake encontra Neytiri e, embora a primeira coisa que ele sinta por ela seja uma forte atração, rapidamente começa a perceber que ela é uma mulher forte e independente e que pode ajudá-lo a se tornar uma pessoa melhor. O filme poderia ser mais um desses enredos pobres sobre o bem contra o mal, não fosse a extrema sensibilidade e inteligência emocional de Cameron. A história é permeada por questões ambientais e anti-capitalistas com inovadores recursos visuais, mas são as suas simbologias que trazem o diferencial para o filme. A árvore das almas, a interligação energética entre todos os seres e o inconsciente coletivo tão bem descrito no enredo, são abordados com muita poesia e explorados de forma incomum. Eu não assisti a um filme, vivenciei um filme, especialmente por ter optado pela versão 3D. Após o término da sessão saí refletindo, filosofando e pensando na vida e no mundo... A história do filme fez soprar um vento frio no meu coração, pois muito do que assisti já havia sentido e intuído antes sobre a nossa ‘humanidade’. O mais triste, no entanto, foram alguns comentários no corredor, pessoas que diziam que não haviam entendido a história, que se perderam no meio do filme, outras de que não passava de muito blá, blá, blá... Eu não tive como não pensar que enquanto tivermos pessoas no mundo tão rasas e pobres de alma, ainda faltará muito para podermos habitar um lugar tão especial como Pandora. Embora o poeta grego Hesíodo tenha descrito Pandora como um "mal belo", prefiro a crença que a descreve como a fonte da força, da dignidade e da beleza. Fica a dica do filme!
- Lígia Guerra -

3 comentários:

Bordados RuMi disse...

Olá Ligia!eu tb vi esse filme e adorei!Tb sai assim do cinema rsrs pensativa!E a ligaçao deles com a natureza...e o q era aquela conexao com os animais?(muitos sinistros)..como uma rede mesmo...internet biologica.incrivel...fiquei fascinada por tudo...pela hitoria em si.Acho que no fundo assim como Jake todos nós procuramos uma razao pra viver,algo ou alguem pra lutar de verdade e entender para que existimos e para que servimos e o que realmente temos prazer em fazer.É isso,eu me identifiquei muito com a historia,acho que em mim tb tem um desejo de encontrar-me cmg ms e com o sobrenatural...quem sabe eu nao dou um pulinho em pandora e vivo uma aventura ?rsrs
ah sem contar da gancia dos homens que nao se acaba nunca ne...poder...poder...poder...e mais poder e nunca estará bom pra ninguem.
Um abraço e desculpe as abobrinhas...nao sou tao culta quanto vc mas me identifiquei com sua linha de pensamento...qd crescer quero ser igual a vc rsrs

Lígia Guerra disse...

Querida Michelle,

Obrigada pelo carinho do seu post e pelas reflexões, você já é muito grande como ser humano, talvez só não tenha descoberto isso ainda. Quanto a ser culta, lembre-se que cultura qualquer um pode adquirir, sabedoria é que dá trabalho para desenvolver... Mas você já está no caminho de ser muito sábia!
Um beijo,
Lígia

Bordados RuMi disse...

Olá Ligia obrigada pelo incentivo ...um bj e tudo de bom