LÍGIA GUERRA

Por que carrego doçura na alma e asas nos pés?
Porque sinto a vida além do óbvio.
Porque enxergo sol em dias de chuva.
Porque amo até mesmo o desamor.
Porque acolho cada gesto com os braços do coração.
Porque perfumo o caminho das estrelas.
Porque componho alegria na poesia da tristeza.
Porque desejo colorir a vida com olhos de fé!

* Lígia Guerra*

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

A RODA DO TEMPO...

Um guerreiro aceita a responsabilidade de seus atos, mesmo os mais triviais. O homem comum nunca assume seus erros, mas assume qualquer vitória, mesmo que seja dos outros. Ele é um ganhador ou um perdedor, e pode transformar-se em perseguidor ou vítima, mas jamais chegará à condição de guerreiro, porque não merece.

Um guerreiro as vezes deve ser disponível, e às vezes deve estar oculto. É inútil para um guerreiro estar todo tempo disponível, assim como é inútil esconder-se quando todos sabem onde ele está escondido. Alternando a disponibilidade com a indisponibilidade, ele não se cansa à toa, e não cansa aqueles que estão ao seu lado.

Para o homem comum o mundo é estranho porque quando não está cansado de viver, está sofrendo por coisas que acredita não merecer. Para um guerreiro, o mundo é estranho porque é estupendo, pavoroso, misterioso, insondável. A arte do guerreiro consiste em equilibrar o temor de ser um homem, com a maravilha de ser um homem.

Os atos tem poder. Especialmente quando o guerreiro sabe que cada luta pode ser sua última batalha.
Existe uma estranha felicidade em agir com pleno conhecimento da idéia que podemos morrer no próximo minuto.

O mais difícil neste mundo é adotar a postura de um guerreiro. De nada serve estar triste, queixar-se, dizer que alguém está nos fazendo mal. Ninguém está fazendo nada a ninguém, e muito menos a um guerreiro.

A confiança do guerreiro não é a confiança do homem comum. O homem comum busca a aprovação nos olhos do espectador, e chama isto de certeza. O guerreiro busca ser impecável perante si mesmo, e chama isso de humildade. O homem comum está ligado aos seus semelhantes, o guerreiro está conectado com o infinito.

Há muitas coisas que um guerreiro pode fazer em um determinado momento, e que não podia fazer há alguns anos. Não foram as coisas que mudaram, o que mudou foi a idéia que o guerreiro tinha a respeito de si mesmo. O poder sempre coloca ao alcance do guerreiro um centímetro cúbico de sorte. A arte do guerreiro consiste em ser permanentemente fluido, para conseguir utilizá-lo. Todo mundo dispõe do suficiente poder para conseguir alguma coisa. O segredo do guerreiro consiste em desviar a energia que antes dedicava às suas fraquezas, e utilizá-la em seu propósito nesta vida.


Carlos Castaneda

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Filme: O último Samurai.

Música: Let Go

Paul van Dyk

Um comentário:

Cris França Psicologia e Educação no Trabalho disse...

Exte texto é perfeito e combina com você e seu modo de encarar a vida! Uma guerreira! Abs