LÍGIA GUERRA

Por que carrego doçura na alma e asas nos pés?
Porque sinto a vida além do óbvio.
Porque enxergo sol em dias de chuva.
Porque amo até mesmo o desamor.
Porque acolho cada gesto com os braços do coração.
Porque perfumo o caminho das estrelas.
Porque componho alegria na poesia da tristeza.
Porque desejo colorir a vida com olhos de fé!

* Lígia Guerra*

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

A indiferença que habita o mundo!


Caminhando pela cidade de Curitiba eu fico perplexa com o tanto de pessoas que moram nas ruas, sob viadutos, largadas nas calçadas, abandonadas à própria sorte... Viajo pelo Brasil e percebo que o cenário não muda muito. Amigos de outros continentes confirmam o mesmo diagnóstico, algumas pessoas estão nos “pontos cegos”. Sabe aquele ponto em que o motorista não enxerga a aproximação de uma moto ao lado do seu carro? Ou aquela mesa do restaurante pela qual o garçom passa, mas não para? Inevitavelmente penso: E se fosse eu que estivesse habitando esse limbo ou alguém que eu amo, estimo... Incrível como a gente percebe rapidamente que o problema não é a indiferença dos outros, mas a nossa própria frieza diante do óbvio! Todos nós banalizamos o sofrimento alheio, simplesmente por ser alheio. Assim vamos “vivendo” entre a indigência emocional e a “superioridade” intelectual que cria soluções para vários problemas, aqueles que estão no “campo da visão humana”, aqueles que dão lucro, prazer ou poder. Cuidar do abandono não dá status. O escritor Neale Donald Walsch foi um desses exemplos de abandono, ele foi vítima de um grave acidente de carro que o deixou com o pescoço quebrado e por pouco não tirou a sua vida. Depois de um ano de reabilitação, do fim de seu casamento e de suas perspectivas profissionais, Walsch viu-se em um beco sem saída. Sem poder pagar o aluguel do pequeno apartamento em que morava, passou a viver nas ruas, catando latas para sobreviver. No ápice do seu desespero recorreu a Deus... Conseguiu retomar a própria vida, tornou-se escritor e deu a volta por cima, hoje ajuda e inspira inúmeras pessoas, através dos seus livros, a fazerem o mesmo. Como ele diz : “Toda decisão que você toma - toda decisão - não é uma decisão sobre o que você faz. É uma decisão sobre Quem Você É. Quando você vê isso, quando você entende isso, tudo muda. Você começa a ver a vida de um modo novo. Todos os eventos, ocorrências e situações se transformam em oportunidades para fazer o que você veio fazer aqui.” Portanto pessoal, vamos parar de nos fingirmos de cegos e arregaçar as mangas, mãos à obra!
- Lígia Guerra -

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Música:
Leftfield
África Shox

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