LÍGIA GUERRA

Por que carrego doçura na alma e asas nos pés?
Porque sinto a vida além do óbvio.
Porque enxergo sol em dias de chuva.
Porque amo até mesmo o desamor.
Porque acolho cada gesto com os braços do coração.
Porque perfumo o caminho das estrelas.
Porque componho alegria na poesia da tristeza.
Porque desejo colorir a vida com olhos de fé!

* Lígia Guerra*

quinta-feira, 10 de maio de 2018

Nem todas as gambiarras são ruins e que nem todas as luzes são perfeitas.


👉🏻👉🏻👉🏻👉🏻SERÁ???? 

Depois de algum tempo você aprende que nem todas as gambiarras são ruins e que nem todas as luzes são perfeitas. 

Sim, muita gente chega em nossas vidas feito promessa pronta de felicidade. A pessoa é agradável, inteligente, bem sucedida e linda, mas toda essa perfeição muitas vezes esconde um misto de insegurança e chatice! 

Outros chegam com remendos, nem sempre estão prontos para um relacionamento e carregam muitas dúvidas sobre a vida... mas são humildes, sabem ouvir, fazem sorrir, são divertidos justamente porque são humanos e não fazem a pose do “sei tudo”... Encantam! 

Tem estrada dentro dos seus olhos e o desejo se crescer junto com o parceiro. Eram gambiarra, mas aprenderam como consertar os próprios remendos. Perceberam que as suas cicatrizes não são motivo de constrangimento, pelo contrário, elas são fruto das vivências daqueles que aprenderam a enxergar a beleza da imperfeição. Antes de se afastar das gambiarras, veja se o remendo não é apenas falta de investimento. 

Existem muitas “embalagens reluzentes” que não sabem amar, enquanto outras surpreendem pelo conteúdo apesar da “embalagem” não impressionar na primeira impressão. 

Na terra do afeto nem tudo que reluz é ouro. 
Há muitas jóias preciosas negligenciadas por falta de um segundo olhar. 


*Lígia Guerra*


Quantas pessoas estão na sua vida porque você insiste?


Quantas pessoas estão na sua vida porque você insiste? Será que isso pode ser chamado de relacionamento, amizade ou irmandade? 

Você valoriza a companhia da pessoa, trata bem, respeita as suas escolhas por mais que nem sempre concorde, dá forças, empresta o colo e a grana no momento do aperto, enxuga lágrimas e faz festa com cada uma das suas conquistas, mas nunca recebe nada em troca? Cansa, né? Isso não é sinal de pequenez, é sinal que você acordou! 

Ninguém ama na mesma proporção, mas no mínimo precisa respeitar e nutrir a relação com interesse. Amor não combina com uso: “estou na sua vida enquanto eu tiver alguma vantagem.” Isso é exploração! 

Amor combina com: “estou na sua vida porque gosto e é importante que você more na minha “casa afetiva”. Tem dias em que não precisamos limpar somente as gavetas da casa, também precisamos reciclar as relações rasas. Supérfluo só ocupa lugar e não acrescenta nada, nem no guarda-roupa e nem na vida!  

Forçar a barra acaba com a possibilidade do vínculo e acima de tudo com a autoestima. Tome muito cuidado para não se quebrar para deixar os outros inteiros. 

 *Lígia Guerra*




Ser feliz vinte e quatro horas por dia virou uma “regra” tão atordoante quanto mentirosa. Isso causa mais frustração do que bem estar. Postar coisas bacanas faz parte das nossas redes. É bom celebrar a vida! Só não podemos confundir felicidade com euforia. 

Podemos estar totalmente plenos em profundo silêncio. Podemos estar completamente aniquilados intimamente e nos refugiando atrás de um sorriso. A foto registra o que desejamos expor... Mas quem realmente conta a história é o coração. 

*Lígia Guerra* 


Leia a matéria na íntegra: 

https://g1.globo.com/mg/sul-de-minas/noticia/a-propaganda-da-felicidade-constante-deixa-as-pessoas-frustradas-diz-psicologa-em-palestra-no-flipocos.ghtml

Ela era apenas um corpo nu para alguns homens... Até que um deles a enxergou além das fronteiras da carne. Então ela foi vista, ouvida, compreendida, abraçada, acarinhada, admirada e sentida como jamais havia acontecido. 

Surgiu “um alguém” que não se serviu do seu corpo feito um objeto, mas que bebeu da fonte da sua alma. Naquele dia ela sentiu a diferença entre ficar nua e sentir-se nua. Foi a sua essência feminina que se despiu. 

O mundo jamais tinha visto aquela mulher tão livre, bela, plena, leve e feliz! Seu coração abriu suas pétalas, sua pele fez música e seus lábios ficaram rosados de felicidade. 

Sabia-se amada por inteiro. 
Brotaram asas dos seus pés. 

 *Lígia Guerra*