Lígia Guerra

Lígia Guerra
Por que carrego doçura na alma e asas nos pés?
Porque sinto a vida além do óbvio.
Porque enxergo sol em dias de chuva.
Porque amo até mesmo o desamor.
Porque acolho cada gesto com os braços do coração.
Porque perfumo o caminho das estrelas.
Porque componho alegria na poesia da tristeza.
Porque desejo colorir a vida com olhos de fé!

- Lígia Guerra -

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Até a última gota...


O mundo está repleto de pessoas vendendo uma imagem de moderninhas e cool. ‘Sorrisos largos, latas de bebida na mão, sou o máximo!’ Conte-me. Você precisa se embriagar para ser legal? Eu não. Posso degustar um bom vinho por opção, mas eu não PRECISO degustar um bom vinho para ser ‘cool’. Tampouco preciso me auto afirmar em redes sociais, entre amigos ou em eventos sociais. Sou assim desde muito jovem. Tive limites muito bem impostos e claros na minha educação, especialmente por parte da minha mãe . Sou muito grata a ela. 

 Nós não somos camaleões, não podemos ficar em cima do muro e assumir um comportamento diferente para cada situação. Temos que saber de qual lado do muro estamos. Não podemos ter vergonha de defender os nossos valores. Os mais jovens, especialmente, precisam de exemplos positivos nos quais possam se espelhar e fortificar as suas escolhas construtivas! Chega de tanto lixo sendo despejado nos quintais das nossas casas. Precisamos cultivar os nossos jardins. 

A nossa sociedade está enfrentando uma CONVULSÃO SOCIAL, mas que isso nos transforme em uma sociedade menos individualista e mais unida. É impossível continuar fingindo que não estamos percebendo a extensão do problema que é NOSSO! Bebida não é brinquedo. Pai e mãe não são enfeites. Educadores não são empregados. A vida não é um parque de diversões. O mundo não é um cenário. Aqui habita gente e precisamos transformar essa gente em pessoas da melhor qualidade. 

Necessitamos cuidar da formação desses seres humanos e resgatar aqueles que se perderam pela estrada afora. Todos temos missões existenciais e para poder cumprir a nossa ‘lição de casa’ precisamos de sobriedade, inteligência cognitiva, emocional e espiritual. A responsabilidade é de todos e as consequências também. Defendo o direito de nos embriagarmos de consciência, de responsabilidade e de solidariedade. Defendo os nossos jovens. Defendo o direito a felicidade real. Defendo a vida bem vivida com muita sabedoria e equilíbrio. Defendo até a “última gota”.

- Lígia Guerra -


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