Lígia Guerra

Lígia Guerra
Por que carrego doçura na alma e asas nos pés?
Porque sinto a vida além do óbvio.
Porque enxergo sol em dias de chuva.
Porque amo até mesmo o desamor.
Porque acolho cada gesto com os braços do coração.
Porque perfumo o caminho das estrelas.
Porque componho alegria na poesia da tristeza.
Porque desejo colorir a vida com olhos de fé!

- Lígia Guerra -

sábado, 20 de outubro de 2012

Auto-sabotagem, vacilos e tropeços: Quando nós puxamos o nosso próprio tapete!



Nas nossas vidas existem dois times de pessoas: As que fazem as coisas e as que observam as pessoas que fazem. Sempre temos que nos perguntar: De qual time queremos fazer parte? Se desejarmos fazer parte do primeiro time, não há fórmula mágica, é preciso ter atitude. O problema, no entanto, não está apenas nas atitudes mas também no momento de concluir e arcar com as conseqüências das atitudes tomadas, é aí que muita gente tropeça, vacila. 

Eu conheço grandes profissionais que conquistam excelentes empregos, que possuem idéias realmente criativas, que impulsionam a carreira de muita gente e iniciam grandes empreendimentos, porém, quando têm que dar continuidade às suas conquistas e nutri-las diariamente, tornam-se inseguros. Esse tipo de comportamento é bastante evidente em momentos de pressão como a tomada de decisões difíceis, uma nova promoção ou liderar uma equipe complicada. Assim surgem dúvidas como: Será que eu darei conta dessa situação? Eu fui promovido pelos motivos certos? Será que não sou uma farsa? Sou tão competente quanto os outros acreditam? 

Questionamentos assim não estão falando do despreparo profissional mas sim do despreparo emocional que muitos enfrentam na hora de serem reconhecidos, de ocuparem o seu lugar no mundo. As histórias de vida de cada pessoa podem contribuir muito para esse tipo de situação, pode ser a repetição de um padrão familiar, um reforço negativo que acompanha o indivíduo desde a infância ou até mesmo uma imagem distorcida a respeito de si mesmo. 

Independente da origem do problema o resultado é um só: Auto-sabotagem. Isso me faz lembrar uma história: 

“Contam que um alpinista desejando imensamente conquistar uma altíssima montanha iniciou, de forma solitária, sua escalada depois de anos de preparação. Durante a subida foi ficando cada vez mais tarde, ele não havia se preparado para acampar, devido a isso decidiu seguir subindo. Por fim ficou escuro e a noite era muito densa naquele ponto da montanha, não se podia ver absolutamente nada. Tudo era negro, a visibilidade zero e a lua e as estrelas estavam encobertas pelas nuvens. Ao subir por um caminho estreito a apenas poucos metros do topo, escorregou e precipitou-se pelos ares, caindo a uma velocidade vertiginosa. O alpinista via apenas velozes manchas escuras passando por ele e sentia a terrível sensação de estar sendo sugado pela gravidade. 

Continuava caindo... Em seus angustiantes momentos passaram por sua mente alguns episódios felizes e outros tristes de sua vida. Pensava na proximidade da morte sem solução. De repente sentiu um fortíssimo solavanco, causado pelo esticar da corda na qual estava amarrado e presa nas estacas cravadas na montanha. Nesse momento de silêncio e solidão, suspenso no ar, não havia nada que pudesse fazer e gritou com todas as suas forças: MEU DEUS, ME AJUDA !!! 

De repente, uma voz grave e profunda vinda dos céus lhe respondeu: - Que queres que eu te faça? - Salva-me meu Deus !!! - Realmente crês que eu posso salvá-lo? - Com toda certeza Senhor !!! - Então corta a corda na qual estás amarrado... Houve um momento de silêncio, então o homem agarrou-se ainda mais fortemente à corda. “Conta a equipe de resgate que no outro dia encontraram o alpinista morto, congelado pelo frio, com as mãos agarradas fortemente à corda a apenas dois metros do solo.” 

Assim somos muitos de nós quando duvidamos da nossa força interior, da nossa própria divindade e do quanto somos capazes. Estudamos, nos preparamos, galgamos posições, conquistamos espaço, subimos as montanhas da vida mas vacilamos diante das dificuldades e pressões do caminho, ficamos presos aos nossos medos e optamos pela insegurança. Será que no lugar do alpinista cortaríamos a corda ou morreríamos congelados? Essa é uma pergunta que devemos ter a coragem de responder. Pense nisso.

- Lígia Guerra -

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